Mulheres Indigenas se destacam na ciência
KAIMBÉ
Magna Kaimbé

Magna Kaimbé é uma mulher indígena do povo Kaimbé, povo originário do território de Massacará, no município de Euclides da Cunha, no sertão da Bahia. Sua trajetória está relacionada à valorização dos conhecimentos e da cultura de seu povo, destacando a presença das mulheres indígenas como produtoras e transmissoras de saberes.
Sua participação em espaços de diálogo e formação contribui para ampliar a visibilidade das mulheres Kaimbé e mostrar que os conhecimentos indígenas também são construídos e compartilhados por meio da experiência, da comunidade e da ancestralidade.
Área de destaque: conhecimentos indígenas, cultura e protagonismo feminino.
Vanuza Kaimbé

Vanuza Kaimbé nasceu em 1970 na Terra Indígena Massacará, no município de Euclides da Cunha, Bahia. Aos 18 anos, deixou a aldeia e foi para São Paulo em busca de formação profissional. Seu sonho de infância era tornar-se uma “mulher de branco”, inspirada pelas profissionais da saúde que conheceu quando precisou de atendimento médico.
Vanuza tornou-se técnica de enfermagem e posteriormente estudou Serviço Social na PUC-SP. Sua trajetória também é marcada pela atuação em defesa dos direitos de pessoas indígenas e de outras populações vulnerabilizadas.
Durante a pandemia de COVID-19, Vanuza ganhou destaque nacional ao se tornar a primeira pessoa indígena vacinada contra a doença no Brasil, em janeiro de 2021. Sua história representa a união entre formação profissional, cuidado, conhecimento e luta pelos direitos indígenas.
Área de destaque: saúde, assistência social e direitos indígenas.
Denilza Kaimbé

Denilza Kaimbé integra o conjunto de mulheres do povo Kaimbé apresentado pelo projeto Raízes do Conhecimento.
Sua presença no projeto representa a importância de reconhecer as mulheres indígenas não apenas por ocuparem espaços acadêmicos ou institucionais, mas também pelo conhecimento construído no cotidiano de suas comunidades.
A trajetória de mulheres como Denilza contribui para ampliar a compreensão sobre a diversidade dos conhecimentos indígenas e sobre o papel feminino na preservação da memória, da cultura e da identidade Kaimbé.
Área de destaque: cultura, ancestralidade e conhecimentos comunitários.
Observação para vocês: não encontrei uma fonte pública suficientemente detalhada sobre a trajetória individual de Denilza para atribuir profissão, formação ou feitos específicos sem correr o risco de inventar informação. Para o site, eu manteria essa versão até vocês conseguirem uma fonte direta ou material sobre ela.
Cirila Kaimbé

Cirila Santos Gonçalves, conhecida como Cirila Kaimbé, atua no Território Indígena Kaimbé, em Euclides da Cunha, Bahia.
Em 2026, Cirila representou o Território Cultural Kaimbé na criação da Rede de Pontos de Cultura Indígenas da Bahia. O coletivo recebeu uma premiação destinada ao fortalecimento de sua atuação cultural e à construção de um espaço voltado à memória do povo Kaimbé.
Sua atuação demonstra como a cultura também é uma forma de conhecimento: preservar histórias, práticas e memórias significa garantir que esses saberes continuem sendo transmitidos às próximas gerações.
Área de destaque: cultura, memória e preservação dos saberes Kaimbé.
TUPINAMBÁ DE OLIVENÇA
Glicéria Tupinambá

Glicéria Jesus da Silva, conhecida como Glicéria Tupinambá ou Célia Tupinambá, nasceu em 1982 na aldeia Serra do Padeiro, na Terra Indígena Tupinambá de Olivença, no sul da Bahia.
Professora, pesquisadora, artista, cineasta e liderança indígena, Glicéria participa da vida política e religiosa de seu povo e atua especialmente em questões relacionadas à educação, organização comunitária, direitos das mulheres e defesa do território.
Sua trajetória também está profundamente ligada ao Manto Tupinambá, peça de grande importância cultural e espiritual para seu povo. Glicéria tornou-se uma das principais referências na retomada e reconstrução dos conhecimentos relacionados ao manto.
Ela concluiu a Licenciatura Intercultural Indígena no IFBA e atua na valorização dos conhecimentos Tupinambá.
Área de destaque: educação, arte, território, ancestralidade e memória.
Maje Rívia Tupinambá

Maje Rívia Tupinambá integra o conjunto de mulheres do povo Tupinambá de Olivença apresentado pelo projeto.
Sua presença no Raízes do Conhecimento representa a diversidade das mulheres que participam da construção e continuidade dos conhecimentos de seu povo.
A trajetória de mulheres Tupinambá está profundamente relacionada à preservação da identidade, da memória, da espiritualidade, do território e das práticas culturais transmitidas entre gerações.
Área de destaque: cultura, identidade e ancestralidade.
Observação: para Maje Rívia, não encontrei material público suficientemente robusto para escrever uma biografia factual mais específica. Por isso, não vou inventar formação, profissão ou feitos. Se vocês tiverem a fonte pela qual ela entrou no projeto, dá para transformar este perfil em uma biografia completa.
Jéssica Tupinambá

Jéssica Tupinambá é ativista e liderança indígena do povo Tupinambá, do território Tupinambá de Olivença, na Bahia.
É graduada em Administração, especialista em Gestão de Pessoas e especialista em Estado e Direito de Povos e Comunidades Tradicionais pela UFBA. Também cursa Direito e atua como professora do Colégio Estadual Indígena Tupinambá Serra do Padeiro.
Jéssica integra o departamento jurídico do Movimento Unido dos Povos e Organizações Indígenas da Bahia (MUPOIBA), atuando na defesa dos direitos dos povos indígenas. Sua trajetória reúne educação, pesquisa, formação acadêmica e participação na organização política indígena.
Área de destaque: direito, educação, pesquisa e direitos indígenas.
Maria da Glória de Jesus

Maria da Glória de Jesus Tupinambá, conhecida como Dona Maria ou Maria de Lírio, é uma das lideranças do povo Tupinambá da Serra do Padeiro, na Terra Indígena Tupinambá de Olivença, no sul da Bahia.
Mãe de dez filhos, entre eles Glicéria Tupinambá e o cacique Babau, Maria da Glória participa da luta de sua comunidade pelos direitos de uso e preservação do território.
Reconhecida como mestra dos saberes tradicionais, participou em 2018 do programa de formação transversal em Saberes Tradicionais da UFMG, na disciplina sobre políticas da terra.
Sua trajetória representa a importância das mulheres mais velhas na transmissão de conhecimentos, memórias e experiências para as novas gerações.
Área de destaque: saberes tradicionais, memória, território e ancestralidade.
PATAXÓ
Arissana Pataxó

Arissana Pataxó Braz nasceu em Porto Seguro, Bahia, em 1983. É artista visual, professora e pesquisadora do povo Pataxó.
Em 2005, ingressou no curso de Artes Plásticas da Escola de Belas Artes da UFBA, concluindo a graduação em 2009. Durante sua formação, desenvolveu atividades de arte-educação com o povo Pataxó e produziu materiais didáticos.
Em 2012, concluiu o mestrado em Estudos Étnicos e Africanos pela UFBA. Sua produção artística aborda temas relacionados à identidade, memória, território e presença indígena no mundo contemporâneo.
Arissana também atua na educação indígena e na formação de professores, aproximando arte, pesquisa e conhecimentos Pataxó.
Área de destaque: arte, educação, pesquisa e identidade indígena.
Thyara Pataxó

Thyara Pataxó é mulher, mãe e liderança indígena da Aldeia Pataxó Novos Guerreiros, em Porto Seguro, Bahia.
Atuou como coordenadora do grupo de mulheres indígenas da aldeia e como segunda secretária da Associação da Juventude Indígena Pataxó. Também desenvolveu atividades relacionadas à agricultura tradicional, meio ambiente, cultura indígena e participação das mulheres.
Sua formação em Agroecologia está ligada a uma área de conhecimento especialmente importante para a relação entre comunidade, território e natureza. Thyara também atua na valorização da juventude indígena e na luta contra a invisibilidade dos povos originários.
Área de destaque: agroecologia, agricultura tradicional, meio ambiente e liderança indígena.
Samara Pataxó

Samara Pataxó é advogada, pesquisadora e liderança indígena do povo Pataxó, da Terra Indígena Coroa Vermelha, na Bahia.
Formada em Direito pela UFBA, especializou-se em Estado e Direito dos Povos e Comunidades Tradicionais e tornou-se mestre e doutoranda em Direito, Estado e Constituição pela UnB.
Sua atuação é voltada à defesa dos direitos dos povos indígenas. Samara já trabalhou na assessoria jurídica de organizações indígenas e ocupou posições de destaque no Tribunal Superior Eleitoral, participando de iniciativas relacionadas à inclusão, diversidade e participação política indígena.
Ela também é coautora de estudos sobre participação política dos povos indígenas.
Área de destaque: direito, política, pesquisa e direitos indígenas.
Adriana Pesca Pataxó

Adriana Pesca, também conhecida como Hitxá Pataxó, é professora, poeta, escritora e pesquisadora do povo Pataxó da Terra Indígena Coroa Vermelha.
É licenciada em História e em Educação Escolar Indígena, mestre em Ensino e Relações Étnico-Raciais e doutoranda. Durante quase duas décadas, atuou na educação escolar indígena antes de ingressar como professora permanente da Universidade Federal do Sul da Bahia.
Sua pesquisa envolve autoria indígena, escrita, educação escolar indígena e as poéticas do corpo-território.
Em agosto de 2026, Adriana tomou posse na Academia de Letras de Porto Seguro, tornando-se a primeira mulher indígena a ocupar uma cadeira em uma Academia de Letras na Bahia.
Área de destaque: literatura, educação, pesquisa e autoria indígena.
TUXÁ
Yacunã Tuxá

Yacunã Tuxá, nome artístico de Sandy Eduarda de Santos Vieira, é artista visual, escritora, ilustradora e ativista indígena do povo Tuxá de Rodelas, no norte da Bahia.
Graduanda em Letras pela UFBA, desenvolve uma produção artística multidisciplinar que inclui ilustração, pintura, muralismo, escrita e escultura.
Sua obra aborda temas como memória, identidade, território, ancestralidade e resistência, com especial atenção às representações das mulheres indígenas. Em 2024, recebeu o Prêmio PIPA Online.
Em 2026, realizou sua primeira exposição individual, Toda Árvore Tem Raiz, na CAIXA Cultural Salvador, reunindo trabalhos que relacionam memória, ancestralidade e território.
Área de destaque: arte, literatura, memória, identidade e resistência.
Nita Tuxá

Nita Tuxá integra o conjunto de mulheres do povo Tuxá apresentado pelo projeto Raízes do Conhecimento.
Sua inclusão busca reconhecer a participação feminina na preservação, transmissão e produção dos conhecimentos do povo Tuxá, cuja história está profundamente relacionada ao território, ao Rio São Francisco, à ancestralidade e à resistência indígena.
Área de destaque: conhecimentos indígenas, cultura e ancestralidade.
Observação: assim como Denilza e Maje Rívia, não encontrei uma fonte pública suficientemente detalhada sobre a trajetória individual de Nita para atribuir formação, profissão ou realizações específicas com segurança. Prefiro preservar a precisão do site a inventar uma biografia.
Aléssia Tuxá

Aléssia Tuxá é uma mulher indígena do povo Tuxá, natural de Rodelas, no sertão da Bahia.
Sua trajetória é marcada pela educação e pelo Direito. Aos 16 anos, ingressou no curso de Direito da Universidade Estadual de Feira de Santana, superando as dificuldades de acesso ao ensino superior.
Tornou-se advogada, mestre em Direito pela UFBA e professora universitária. Também se tornou a primeira mulher indígena do Brasil a ocupar o cargo de defensora pública.
Sua atuação é voltada à defesa dos povos indígenas e à ampliação da presença indígena nos espaços jurídicos e acadêmicos.
Área de destaque: direito, educação e defesa dos povos indígenas.
Antônia Flechiá Tuxá

Antônia de Assis de Oliveira, conhecida como Antônia Flechiá Tuxá, nasceu em Rodelas, Bahia, em 1968. É mulher indígena do povo Tuxá, professora e pesquisadora.
Sua trajetória está profundamente ligada à ancestralidade. Neta de José Brune Flechiá, conhecido como Caboclo Zé Brune, Antônia relata ter recebido de seu avô conhecimentos relacionados à fé, à espiritualidade e à ciência ancestral de seu povo.
É licenciada em Matemática, possui Licenciatura Intercultural em Educação Escolar Indígena pela UNEB e especializações relacionadas aos direitos dos povos e à educação indígena.
Sua produção e atuação destacam a resistência indígena, a educação, a cultura e a continuidade dos conhecimentos Tuxá.
Área de destaque: matemática, educação, ancestralidade e conhecimentos tradicionais.
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